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03/04/2010 - 17:45

É Páscoa? Então, toma um chocolate!

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“Tomar um chocolate”. A expressão usada para times que aplicam goleadas no adversário teria nascido depois de um Vasco 4 x Internacional 0, em 25 de janeiro de 1981, partida válida pelo Campeonato Brasileiro. A goleada foi encarada pelos vascaínos como uma vingança da derrota da final do Brasileirão de 1979. Na cabine da Rádio Globo, o narrador Washington Rodrigues, o “Apolinho”, colocou no ar o clássico “El Bodeguero”, do músico cubano Ricard Egües (1924-2006). Egües era flautista da Orquestra Aragón e a música entrou para o repertório de Nat King Cole. Para Apolinho, o refrão de “El Bodeguero” era bem apropriado para a ocasião: “Toma chocolate/Paga lo que debes”. Assim “tomar um chocolate” foi incorporado ao jargão futebolístico.

(Obrigado ao companheiro Paulo Vinícius Coelho, o “PVC da ESPN-Brasil, que ajudou na pesquisa).

Autor: - Categoria(s): Baú, Esporte, Pergunta Curiosa, Você é curioso Tags: , , , , , , , ,
25/02/2010 - 22:51

Paysandu foi o melhor brasileiro na Libertadores

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Pronto! Todos os representantes brasileiros na Libertadores deste ano já estrearam. Como vamos falar muito sobre a competição sul-americana nos próximos meses, acho bom você conhecer algumas curiosidades. O São Paulo é o time brasileiro que mais jogou e que mais venceu a competição, três títulos em 15 participações. O Tricolor Paulista jogou, ao todo, seis finais de Libertadores.  Venceu metade. Em participações, o Palmeiras vem logo atrás, com um título em 14 Libertadores disputadas. (Confira a lista completa clicando aqui.)

Entre os times que foram campeões, o que está em jejum há mais tempo é o Santos. Desde 1963, quando foi bicampeão, o Peixe não levanta a taça. A propósito, o Santos, de Pelé, e o Flamengo, de Zico, foram as únicas equipes brasileiras que venceram a Libertadores na primeira vez em que disputaram (1962 e 1981).

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O melhor aproveitamento de um time brasileiro na história da Libertadores, entretanto, não pertence a nenhum dos campeões. O Paysandu, que disputou apenas a edição de 2003, fica com o posto. Em oito partidas, o Papão venceu cinco, empatou duas e perdeu apenas uma, para o Boca Juniors (que seria campeão) — incríveis 70,83%.

Aliás, não é à toa que os cinco brasileiros ficaram felizes porque o Boca Juniors, da Argentina, não se classificou para a Libertadores em 2010. Hexacampeões da América, os hermanos têm a mania de eliminar brasileiros pelo caminho dos títulos. Fez isso nas seis vezes em que levantou o caneco (Cruzeiro, 1977; Atlético Mineiro, 1978; Palmeiras, 2000; Vasco e Palmeiras, 2001; Paysandu e Santos 2003; Grêmio, 2007).

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O retrospecto dos brasileiros não é ruim apenas contra o Boca. Nas decisões entre brasileiros e argentinos, eles levam vantagem. Foram 12 finais, desde 1963, quando o Santos venceu o Boca. Nossos vizinhos venceram nove:

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O Corinthians é o único brasileiro que jogou a competição mais de cinco vezes e ainda não foi campeão. Em sete oportunidades (a oitava é neste ano), o time teve sua melhor campanha em 2000, quando passou por Atlético-PR e Atlético-MG no mata-mata, mas acabou eliminado nos pênaltis pelo seu maior adversário, o Palmeiras, na semifinal.

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Oito times jogaram a Libertadores uma única vez. O primeiro foi o Bangu, em 1986; o mais recente foi o Paraná, em 2007. Completam a lista Criciúma (1992), Goiás (2006), Juventude (2000), Paulista, de Jundiaí-SP (2006), Paysandu (2003) e Santo André (2005).

Confira mais curiosidades sobre a Libertadores no site Guia dos Curiosos Futebol.

Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , , , , , , , , , , ,
28/08/2009 - 13:54

Times de futebol com nome de gente — parte 2

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O post sobre times de futebol com nome de gente rendeu muitos comentários. Por isso, resolvi voltar ao assunto, com outros nomes. A diferença é que, dessa vez, a maioria dos times é brasileira.

Para começar, o Clube de Regatas Vasco da Gama, que leva o nome do descobridor português do século XVI. Ele foi homenageado porque em 1898, ano de fundação do clube, a descoberta do caminho marítimo para a Índia, feita por ele, completava 400 anos. Na foto abaixo, você pode ver Geovani e Zico, maior ídolo do Flamengo, usando a camisa do Vasco. Foi no jogo contra o La Coruña, da Espanha, em 24 de março de 1993, na despedida dos campos de Roberto Dinamite.

Os imigrantes portugueses que moram no Rio de Janeiro sempre ajudaram o Vasco. Uma boa história está no livro “Bola Fora“, de Paulo Vinícius Coelho, o PVC da ESPN-Brasil. Segundo ele, na década de 1920, jogadores pobres do Vasco recebiam salários como se fossem funcionários dos armazéns de portugueses. Assim poderiam treinar durante o dia, em vez de trabalhar. Isso fazia com que o time jogasse melhor que a maioria — já que treinar, naquela época, não era um hábito entre os clubes de futebol.

O Clube Náutico Marcílio Dias, fundado na cidade de Itajaí (SC), em 17 de março de 1919, também homenageia uma pessoa. Como muitos outros clubes de futebol, o Marcílio Dias começou disputando apenas provas de remo. Por isso, nada mais propício que pegar emprestado o nome de um marinheiro. O gaúcho Marcílio Dias morreu na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra do Paraguai. O Marcílio Dias manda os seus jogos no estádio Hercílio Luz.

Aliás, o ex-governador de Santa Catarina Hercílio Luz também foi homenageado por um time de futebol, o Hercílio Luz Futebol Clube, de Tubarão. Fundado em 22 de dezembro de 1918, o “Leão do Sul” ficou 15 anos sem um time de futebol profissional, de 1993 a 2008, quando voltou aos campos. Esse ano, a equipe está disputando a segunda divisão do campeonato catarinense, que termina em novembro. É líder do returno, com 10 pontos.

Foi de Nova York que saiu o hidroavião Sampaio Corrêa II (foto), em novembro de 1922. Exatos 5.678 quilômetros depois, ele fez seu pouso final no Rio de Janeiro, em fevereiro do ano seguinte. Os pilotos eram o brasileiro Pinto Martins e o americano Walter Hinton. No meio do caminho, passou pela cidade de São Luís (MA), no dia 12 de dezembro de 1922, onde acabou por batizar um time de futebol. A Associação Sampaio Corrêa Futebol Clube foi criada em 25 de março de 1923. O avião tinha sido doado pelo senador carioca José Mattoso de Sampaio Corrêa, presidente do Aeroclube Brasileiro, que recebeu a homenagem.

Assim como o Perilima do primeiro post, a Sociedade Esportiva Matsubara, de Cambará (PR), teve o nome inspirado no presidente do clube. Em 18 de dezembro de 1975, Sueo Matsubara, imigrante japonês, fundou o clube com seu sobrenome. A avenida em frente ao estádio regional de Cambará, onde o time manda seus jogos, também leva o nome de um Matsubara, Tsuneto.

No primeiro dia do ano de 1910, na casa de Nicolás Marin Moreno, surgiu o Club Atlético Argentinos de Vélez Sarsfield — que, três anos depois, seria abreviado para Club Atlético Vélez Sarsfield. O homenageado foi o advogado e político argentino Dalmacio Vélez Sarsfield, que escreveu o código civil argentino em 1869. Uma das marcas registradas do Vélez é o grande “V” que tem no uniforme. A maior conquista do time foi a Taça Intercontinental de 1994, em cima do Milan. Para tanto, os argentinos impediram o São Paulo de ser tri da Libertadores.

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03/08/2009 - 13:16

A história das camisas dos 12 maiores times

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Você sabia que praticamente todos os chamados times grandes do Brasil já jogaram com um uniforme diferente do tradicional? O exemplo mais recente é a camisa roxa que o Corinthians lançou no ano passado. Agora o Palmeiras anuncia que seu terceiro uniforme para 2009 será azul.

No livro “A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil”, que será lançado hoje, na Livraria Cultura, do Shopping Market Place, em São Paulo, os autores Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues trazem os 2.000 modelos diferentes que os clubes usaram desde que foram fundados. Eles mostram também as trocas de patrocinadores e de fornecedores de material. Nenhum detalhe foi esquecido.

Em 2000, o Atlético Mineiro reeditou pela primeira vez em 60 anos uma camisa totalmente preta. Ela foi feita para ser usada nos jogos internacionais da Libertadores. O sucesso entre os torcedores foi tanto que até hoje o Galo tem uma camisa totalmente preta.

Jogando contra o time do Engenho de Dentro, em 7 de maio de 1933, o Botafogo usou uma camisa vermelha com a gola branca. Isso aconteceu porque o time adversário usava um uniforme listrado azul e branco, que poderia ser confundido com a vestimenta tradicional do Fogão. Em outras três ocasiões, pelo mesmo motivo, o Botafogo foi obrigado a usar camisas de cores diferentes: em 1923, uma verde, emprestada pelo time do Andaraí; em 1968, uma azul emprestada pela Adeg, administradora do Maracanã; e em 1975, de amarelo, camisa emprestada pelo time da Suderj.

Para homenagear o Torino, da Itália, que havia acabado de perder todos os jogadores e comissão técnica em um acidente aéreo, o Corinthians vestiu a camisa do clube. Foi contra a Portuguesa, no Pacaembu, no dia 8 de maio de 1949.

Feita especialmente para a Libertadores de 2004, a camisa azul-celeste do Cruzeiro faz parte da primeira geração de camisas com uma coroa acima do escudo do clube. A chamada tríplice coroa faz referência à temporada de 2003, em que o Cruzeiro foi campeão mineiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro.

Ano passado, depois de uma briga judicial com a fornecedora de materiais esportivos, o Flamengo fez suspense e entrou em campo no Campeonato Brasileiro usando uma camisa com três interrogações no lugar da logomarca. Derrotado na Justiça, o time voltou a usar a camisa anterior poucas partidas depois.

A camisa laranja do Fluminense foi lançada no centenário da equipe, em 2002, e não agradou os torcedores. O Tricolor usou a camisa apenas no segundo tempo de um amistoso. Atualmente, uma das camisas de treino do Flu é dessa cor.

E o Grêmio, que, acredite, já jogou de vermelho? Na verdade, a cor era o havana, um parente  do vermelho. Foi a primeira camisa do time, em 1903. Depois, o havana foi substituído pelo preto porque os tecidos eram caros demais, e até raros. Em compensação, em 1987, a Coca-Cola  teve que colocar sua logomarca em preto na camisa do Grêmio, e não no tradicional vermelho, cor do maior rival. Foi a primeira vez que isso aconteceu.

A exemplo dos argentinos do River Plate, o Internacional já jogou de branco com uma faixa diagonal vermelha. Durante boa parte da década de 1950, uma das camisas do time tinha essa composição. Em 1995, o segundo uniforme também era assim.

Na final do Paulistão de 1954, que aconteceu em fevereiro do ano seguinte, o Palmeiras enfrentou seu maior rival, o Corinthians, usando uma camisa azul. A escolha teria acontecido por conselho de um pai-de-santo — que errou o prognóstico. O empate de 1 x 1 deu o título ao Corinthians.

“Paz” foi a primeira inscrição que apareceu na frente da camisa do Santos. A palavra não era parte de um patrocínio, foi escrita em apoio a uma campanha que acontecia na cidade de São Paulo em 1983. Um patrocínio curioso que apareceu na camisa do Santos foi o do Lenços de Papel Kleenex, em 1986.

O marketing esportivo ainda estava engatinhando em 1997. Talvez por isso a camisa do São Paulo, que tinha escrito “Bom…???”, tenha causado tanta surpresa. Ela foi usada em apenas um jogo, contra o Cruzeiro, e deu sorte: 5 x 0, cinco gols de Dodô. A brincadeira serviu para anunciar o futuro patrocinador do time: a esponja de aço Bombril.

Muitos clubes não tiveram a chance de homenagear seus maiores ídolos enquanto eles ainda estavam jogando. Não foi o caso do Vasco, que entrou em campo no dia 24 de março de 1983 com a frase “Valeu Roberto!” estampada na camisa. Até Zico, maior jogador da história do Flamengo, atuou no onze cruz-maltino naquela partida contra o La Coruña, da Espanha. Mesmo assim, os europeus venceram por 2 x 0.

O lançamento do livro será hoje, a partir da 19h, na Livraria Cultura, do Shopping Market Place, que fica na avenida Chucri Zaidan, 902, em São Paulo. Além de autografar os livros, os autores — que colecionam camisas de futebol — levarão algumas raridades que poderão ser conferidas para ficarem expostas.

Autor: - Categoria(s): Esporte, livros Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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