Publicidade

Publicidade

27/11/2009 - 22:33

Do calhambeque à kombi branca

Compartilhe: Twitter

Tudo começou no tempo da Jovem Guarda, com o calhambeque de Roberto Carlos. Agora, o mundo da música está cheio de composições automotivas: brasílias amarelas, fuscas pretos, crossfoxes e até mesmo uma kombi branca!

Na carona da neo-celebridade da Internet Stefhany, a cantora Vitória Matos resolveu provar que sua kombi branca também pode ser absoluta! Na música “Kombi Branca”,  Vitória canta as dores do amor a bordo do carro popular.  O clipe, é claro, é de baixo orçamento e conta com incríveis atuações da própria cantora e de um príncipe nada encantado.

Você nunca ouviu falar de Stefhany? A cantora do Piauí subiu em seu Crossfox e soltou a voz em uma versão em português da música “A Thousand Miles”, da cantora Vanessa Carlton. O clipe amador em que Stefhany dirigia e fazia coreografias a la Beyoncé virou hit no Youtube.

Existem mil garotas / Querendo passear comigo / Mas é por causa /Desse Calhambeque

Em 1965, Roberto Carlos descobriu que os brotos topavam andar até mesmo no seu calhambeque velho. Assim, durante as comemorações de seus 50 anos de carreira, ele dirigiu um legítimo calhambeque, um Ford azul T 1929. O tal calhambeque não era reformado desde 1978. A repaginada ficou por conta do bicampeão de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi. As únicas exigências do Rei foram a cor do carro (azul), um som potente e ar-condicionado.   Será que os brotos aprovaram?

Jeca Mineiro e Atilio Versutti são os compositores da música “Fuscão Preto”, consagrada na voz de Almir Rogério no início dos anos 80. O sucesso foi tanto que a música serviu de base para o roteiro do filme “Fuscão Preto” (1983) , no qual o cantor contracenou com a apresentadora Xuxa. Sem tirar o pé do acelerador Almir Rogério logo gravou a continuação musical  “O Motoqueiro”.

Carro Velho
Em 1998, quando ainda pulava ao lado da Banda Eva, Ivete Sangalo embalou o trios elétricos com a música “Carro Velho”. O último álbum com participação da cantora “Eva, Você e Eu” vendeu 700 mil cópias.

Os carros estão mesmo por toda parte, não é mesmo?

Autor: - Categoria(s): Baú Tags: , , , , , , , , , , , ,
31/10/2009 - 16:49

Quem usava o anel brucutu?

Compartilhe: Twitter

Quem aí tinha um anel brucutu? Cuidado para não denunciar se você é jovem, velho ou dinossauro na resposta. Esse foi mais um tema que gerou muitos comentários no “Você é Curioso?”.

roberto_carlos_dodge

O “anel brucutu” foi uma febre criada pela Jovem Guarda. Inspirados por Roberto e Erasmo Carlos, os rapazes achavam o máximo usar um anel enfeitado com o tal brucutu. “Brucutu” era uma pecinha do Fusca responsável por esguichar água no para-brisa do carro, com o autoexplicativo nome técnico de “bico ejetor de água para o para-brisas”.

brucutu2

O apelido veio de uma música homônima de Roberto Carlos, lançada no álbum “Roberto Carlos canta para a juventude” (1965). Clique na fitinha k-7 pra ouvir!


MusicPlaylistRingtones
Music Playlist at MixPod.com

A moda de roubar o brucutu para fazer anel ganhou tanta força que era difícil encontrar um Fusca intacto. Afinal, valia tudo para conquistar aqueles brotos, mora?

Autor: - Categoria(s): Baú, Música Tags: , , ,
04/09/2009 - 12:00

A morte de Bob Nelson, o caubói brasileiro

Compartilhe: Twitter

Roberto Carlos era fã do “Vaqueiro Alegre”. Quando criança, o rei gostava de colar o ouvido nos radinhos sintonizados na Rádio Nacional e ouvir as “canções de caubói” de Bob Nelson. O cantor, cujo nome verdadeiro era Nelson Roberto Perez, nasceu na cidade de Campinas (SP) em 12 de outubro de 1918. Reza a lenda que, quando Carmen Miranda se apresentou em Campinas no ano de 1939, ele a acompanhou no show. Na época, já cantava no “Grupo Cacique”.

Inspirado pelo filme “Idílio nos Alpes”, começou a arranhar o ritmo tirolês (também conhecido como “yodel”) no início dos anos 1940. Em 1943, Bob Nelson faz uma adaptação  para o português de uma tradicional canção norte-americana. Música premiada na rádio Cultura, “Oh,Suzana” torna-se um de seus maiores sucessos. A música também catapultou Bob Nelson para um evento histórico.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o dono dos Diários Associados, Assis Chateaubriand, resolveu homenagear o comandante norte-americano General Douglas MacArthur. Não teve dúvidas: mandou chamar Bob Nelson e sua “Oh, Suzana”. A homenagem funcionou: Douglas MacArthur era natural do Arkansas e adorou a versão brasileira de uma música sobre a Guerra da Secessão nos Estados Unidos. Ao final da apresentação, o general subiu ao palco e abraçou o cantor. Também foi Chatô quem deu o dinheiro para que Bob Nelson comprasse a sua primeira fantasia de caubói, com direito a chapéu e revólver no coldre.

Em 1944, Bob Nelson gravou seu primeiro disco com “Oh, Suzana” e “Vaqueiro Alegre”. Ao longo da década de 1940, apresentou-se em diversos programas de rádio e gravou músicas usando o nome artístico “Bob Nelson e seus Rancheiros”. Foi mais ou menos nessa época que ele se tornou o ídolo das estrelas da Jovem Guarda, Roberto e Erasmo Carlos.

A dupla gravou até mesmo uma música em homenagem ao caubói brasileiro: “A Lenda de Bob Nelson”, lançada em 1974. Um dos primeiros artistas a misturar a música sertaneja do interior com o country norte-americano, Bob Nelson ainda arranjava tempo para desfilar no Carnaval, sempre pela escola de samba Império Serrano. Foi no Rio de Janeiro que ele morreu, no último dia 28 de agosto, aos 91 anos.

Autor: - Categoria(s): Baú, Música Tags: , , , , , ,
Voltar ao topo