Publicidade

Publicidade

03/04/2010 - 17:45

É Páscoa? Então, toma um chocolate!

Compartilhe: Twitter

“Tomar um chocolate”. A expressão usada para times que aplicam goleadas no adversário teria nascido depois de um Vasco 4 x Internacional 0, em 25 de janeiro de 1981, partida válida pelo Campeonato Brasileiro. A goleada foi encarada pelos vascaínos como uma vingança da derrota da final do Brasileirão de 1979. Na cabine da Rádio Globo, o narrador Washington Rodrigues, o “Apolinho”, colocou no ar o clássico “El Bodeguero”, do músico cubano Ricard Egües (1924-2006). Egües era flautista da Orquestra Aragón e a música entrou para o repertório de Nat King Cole. Para Apolinho, o refrão de “El Bodeguero” era bem apropriado para a ocasião: “Toma chocolate/Paga lo que debes”. Assim “tomar um chocolate” foi incorporado ao jargão futebolístico.

(Obrigado ao companheiro Paulo Vinícius Coelho, o “PVC da ESPN-Brasil, que ajudou na pesquisa).

Autor: - Categoria(s): Baú, Esporte, Pergunta Curiosa, Você é curioso Tags: , , , , , , , ,
03/08/2009 - 13:16

A história das camisas dos 12 maiores times

Compartilhe: Twitter

Você sabia que praticamente todos os chamados times grandes do Brasil já jogaram com um uniforme diferente do tradicional? O exemplo mais recente é a camisa roxa que o Corinthians lançou no ano passado. Agora o Palmeiras anuncia que seu terceiro uniforme para 2009 será azul.

No livro “A História das Camisas dos 12 Maiores Times do Brasil”, que será lançado hoje, na Livraria Cultura, do Shopping Market Place, em São Paulo, os autores Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues trazem os 2.000 modelos diferentes que os clubes usaram desde que foram fundados. Eles mostram também as trocas de patrocinadores e de fornecedores de material. Nenhum detalhe foi esquecido.

Em 2000, o Atlético Mineiro reeditou pela primeira vez em 60 anos uma camisa totalmente preta. Ela foi feita para ser usada nos jogos internacionais da Libertadores. O sucesso entre os torcedores foi tanto que até hoje o Galo tem uma camisa totalmente preta.

Jogando contra o time do Engenho de Dentro, em 7 de maio de 1933, o Botafogo usou uma camisa vermelha com a gola branca. Isso aconteceu porque o time adversário usava um uniforme listrado azul e branco, que poderia ser confundido com a vestimenta tradicional do Fogão. Em outras três ocasiões, pelo mesmo motivo, o Botafogo foi obrigado a usar camisas de cores diferentes: em 1923, uma verde, emprestada pelo time do Andaraí; em 1968, uma azul emprestada pela Adeg, administradora do Maracanã; e em 1975, de amarelo, camisa emprestada pelo time da Suderj.

Para homenagear o Torino, da Itália, que havia acabado de perder todos os jogadores e comissão técnica em um acidente aéreo, o Corinthians vestiu a camisa do clube. Foi contra a Portuguesa, no Pacaembu, no dia 8 de maio de 1949.

Feita especialmente para a Libertadores de 2004, a camisa azul-celeste do Cruzeiro faz parte da primeira geração de camisas com uma coroa acima do escudo do clube. A chamada tríplice coroa faz referência à temporada de 2003, em que o Cruzeiro foi campeão mineiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro.

Ano passado, depois de uma briga judicial com a fornecedora de materiais esportivos, o Flamengo fez suspense e entrou em campo no Campeonato Brasileiro usando uma camisa com três interrogações no lugar da logomarca. Derrotado na Justiça, o time voltou a usar a camisa anterior poucas partidas depois.

A camisa laranja do Fluminense foi lançada no centenário da equipe, em 2002, e não agradou os torcedores. O Tricolor usou a camisa apenas no segundo tempo de um amistoso. Atualmente, uma das camisas de treino do Flu é dessa cor.

E o Grêmio, que, acredite, já jogou de vermelho? Na verdade, a cor era o havana, um parente  do vermelho. Foi a primeira camisa do time, em 1903. Depois, o havana foi substituído pelo preto porque os tecidos eram caros demais, e até raros. Em compensação, em 1987, a Coca-Cola  teve que colocar sua logomarca em preto na camisa do Grêmio, e não no tradicional vermelho, cor do maior rival. Foi a primeira vez que isso aconteceu.

A exemplo dos argentinos do River Plate, o Internacional já jogou de branco com uma faixa diagonal vermelha. Durante boa parte da década de 1950, uma das camisas do time tinha essa composição. Em 1995, o segundo uniforme também era assim.

Na final do Paulistão de 1954, que aconteceu em fevereiro do ano seguinte, o Palmeiras enfrentou seu maior rival, o Corinthians, usando uma camisa azul. A escolha teria acontecido por conselho de um pai-de-santo — que errou o prognóstico. O empate de 1 x 1 deu o título ao Corinthians.

“Paz” foi a primeira inscrição que apareceu na frente da camisa do Santos. A palavra não era parte de um patrocínio, foi escrita em apoio a uma campanha que acontecia na cidade de São Paulo em 1983. Um patrocínio curioso que apareceu na camisa do Santos foi o do Lenços de Papel Kleenex, em 1986.

O marketing esportivo ainda estava engatinhando em 1997. Talvez por isso a camisa do São Paulo, que tinha escrito “Bom…???”, tenha causado tanta surpresa. Ela foi usada em apenas um jogo, contra o Cruzeiro, e deu sorte: 5 x 0, cinco gols de Dodô. A brincadeira serviu para anunciar o futuro patrocinador do time: a esponja de aço Bombril.

Muitos clubes não tiveram a chance de homenagear seus maiores ídolos enquanto eles ainda estavam jogando. Não foi o caso do Vasco, que entrou em campo no dia 24 de março de 1983 com a frase “Valeu Roberto!” estampada na camisa. Até Zico, maior jogador da história do Flamengo, atuou no onze cruz-maltino naquela partida contra o La Coruña, da Espanha. Mesmo assim, os europeus venceram por 2 x 0.

O lançamento do livro será hoje, a partir da 19h, na Livraria Cultura, do Shopping Market Place, que fica na avenida Chucri Zaidan, 902, em São Paulo. Além de autografar os livros, os autores — que colecionam camisas de futebol — levarão algumas raridades que poderão ser conferidas para ficarem expostas.

Autor: - Categoria(s): Esporte, livros Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
Voltar ao topo