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07/10/2009 - 11:09

A triste morte de um orelhão

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As cenas a seguir são muito fortes e não devem ser acompanhadas por pessoas sensíveis. Elas mostram a morte de um telefone público – o famoso orelhão. “Todos os dias, pelo menos 20 orelhões indefesos morrem nas ruas de nossa cidade. Nenhum de morte natural”, diz o texto do comercial que você verá agora.

Criado pela agência de propaganda DPZ na década 1980, ele alertava para a triste “morte” dos telefones públicos, vítimas do vandalismo. “Enquanto a gente dorme, eles são covardemente espancados, violentados, assaltados, vítimas da brutalidade e da ignorância de quem não sabe que um dia poderá precisar deles.”

Os primeiros orelhões foram inaugurados em janeiro de 1972 nas cidades de São Paulo e no Rio de Janeiro. O design em forma de concha foi inventado pela arquiteta naturalizada brasileira Chung Ming Silveira, na época chefe de engenharia da Companhia Telefônica Brasileira. Antes da implantação do cartão telefônico, as ligações eram feitas com fichas telefônicas. (é daí que vem a expressão “caiu a ficha”. )

Apesar da crescente perda de espaço para os celulares, o uso dos 250 mil telefones públicos no Estado de São Paulo ainda é intenso. De acordo com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o número de telefones instalados chega a 1,1 milhão em todo o país. As ligações feitas a partir de telefones públicos chegam a ser 20 vezes mais baratas do que aquelas feitas por celular.

Mas, pelo menos na cidade de São Paulo, uma grande parte dos 69 mil orelhões tem algum tipo de problema: está quebrado, sujo ou coberto de adesivos. O vandalismo contra orelhões é crime e pode resultar em multa e prisão de 6 meses até 3 anos.  Como já dizia a propaganda de 20 anos atrás: “A cidade enlutada exige que isso tenha fim!”

Autor: - Categoria(s): Baú, Cotidiano Tags: , , , , ,
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