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Arquivo da Categoria Esporte

08/02/2010 - 18:42

A camisa do centenário do Corinthians de Milão

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No último dia 1º de fevereiro, a Nike apresentou o terceiro uniforme do Corinthians para a temporada do centenário. Assim como nos dois últimos anos, o roxo ganhou destaque na nova camisa. No segundo semestre do ano passado, a empresa de material esportivo vendeu uma camisa roxa e preta listrada, que lembrava a da Internazionale, de Milão (Itália).

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Esta agora traz uma cruz roxa no peito. A Nike explicou que a cruz faz uma referência a São Jorge, padroeiro do time. O design do novo uniforme guarda muitas semelhanças (outra vez!) com a cruz usada na camisa da Internazionale, também produzida pela Nike. Dentre os fornecedores de material esportivo, virou moda agora repetir os mesmos modelos em vários times e seleções ao redor do mundo.

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No caso da Inter, a cruz tem uma explicação forte. O uniforme branco e vermelho foi inspirado nas camisas que o time usou durante as temporadas de 1928 e 1945, quando foi obrigado a se fundir com outro clube, que deu origem à Società Sportiva Ambrosiana. A camisa é uma reprodução da bandeira de Milão e foi lançada — mais uma coincidência! — no ano do centenário da equipe.

Em dezembro de 2007, o advogado Baris Kaska processou o time de Milão por usar a camisa com a cruz vermelha contra o Fenerbahçe, da Turquia. Segundo o advogado, que é muçulmano, o uniforme fazia alusão às cruzadas, e simbolizava “a superioridade racista do ocidente sobre o Islã”. A cruz de São Jorge, símbolo dos cruzados, é vermelha. O mal-estar acabou aposentando a camisa mais cedo.

Na Argentina, a equipe da Nike teve um pouco mais de trabalho. Deslocou a cruz da nova camisa do Boca Juniors para a lateral. O desenho faz uma alusão à bandeira da Suécia. O primeiro uniforme do Boca era azul e branco, mesmas cores de outra equipe argentina. Os dois times fizeram um desafio para ver quem ficava com as cores e o Boca perdeu. Os jogadores foram, então, para a entrada do porto e decidiram escolher as cores da bandeira do primeiro barco que entrasse ali. Era um barco sueco.

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24/01/2010 - 23:09

O futebol de rua ao redor do mundo

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É difícil encontrar no Brasil um menino que não ganhou, dentre seus primeiros presentes, uma bola. Fora as meninas que, contrariando o senso comum, pegam gosto em chutar a redonda — e mais tarde se tornam craques como Marta e Cristiane, da Seleção Brasileira de futebol feminino.

Mas não é sobre ídolos que estou querendo escrever. O futebol em estado puro acontece longe dos refletores dos estádios e da grama macia (se bem que muitos estádios brasileiros mais parecem um queijo suíço…).  São  loucos por futebol, que jogam na praça, na rua, na praia ou em qualquer outro lugar, fazendo do esporte o mais popular do mundo.

Luke Boughen faz parte desse contingente. Ele chegou a jogar pela Universidade de Notre Dame, na França, mas não conseguiu se profissionalizar. Foi lá que conheceu a aluna de pós-graduação Gwendolyn Oxenham, que jogava pela universidade e chegou a atuar pelo time feminino Santos, em 2005. Já Rebekah Fergusson estudou na mesma instituição que Gwendolyn havia estudado antes, a Universidade Duke, nos Estados Unidos, e também jogou futebol por lá.

Os três se juntaram ao cineasta Ryan White — esse nunca foi de jogar futebol — e resolveram produzir um documentário que abordasse esse outro lado do futebol, o não-profissional, o futebol de rua. Assim surgia o “The Soccer Project”, que mais tarde se transformou em “Pelada” (clique aqui e veja o trailer).

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Durante um ano, o grupo viajou por 25 países gravando imagens de peladas. São imagens de crianças jogando em Gana, uma carioca  na praia e até  prisioneiros bolivianos. Tem de tudo.  A ambição do filme é chegar aos grandes festivais de cinema em 2010, como o Cannes e o Sundance. Para tanto, eles estão pedindo pela internet  doações para finalizar a pós-produção. Essas doações podem ser feitas pelo site oficial do projeto.

Quem passou a dica foi o fotógrafo Caio Vilela, que teve a mesma ideia. Ele fotografou futebol nos lugares mais inóspitos do mundo e lançou o livro “Futebol Sem Fronteiras“. As fotos de Caio também estão em exposição no Museu do Futebol, em São Paulo, até o dia 14/3.

Autor: - Categoria(s): Cinema, Esporte Tags: , ,
19/01/2010 - 20:29

Como os times comemoraram seus 100 anos

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Para comemorar seus 100 anos, o Corinthians fez uma série de contratações  — uma delas,  o lateral Roberto Carlos, faz sua estreia amanhã, contra o Bragantino, no Pacaembu. O título que todo corintiano quer, o da Libertadores, é o grande objetivo de 2010. Mas, entre os principais clubes centenários do Brasil, só um conseguiu um título dessa importância  no ano em que completou 100 primaveras.

flamengoApesar de o departamento de futebol do Flamengo só ter surgido em 1912, o rubro-negro decidiu comemorar seu centenário em 1995, quando o clube fazia 100 anos. Mesmo contando com o “ataque dos sonhos”, composto por Romário, Edmundo e Sávio, o time da Gávea só teve uma conquista em 1995, a Taça Guanabara. Comandado pelo badalado técnico Vanderlei Luxemburgo, o Flamengo perdeu a final do Campeonato Carioca para o Fluminense — no jogo em que Renato Gaúcho marcou um gol de barriga.

vascoCampeão brasileiro de 1997, o Vasco não fez grandes contratações para o ano do centenário. O time que disputou a Libertadores de 1998 foi praticamente o mesmo que vencera o Brasileirão no ano anterior. Não teve problema: com uma campanha para ninguém botar defeito — eliminou Cruzeiro, Grêmio e River Plate, da Argentina —, o Vasco foi campeão da América em cima do Barcelona, do Equador. Só faltou a cereja do bolo: em dezembro, o elenco cruz-maltino perdeu para o Real Madrid, do brasileiro Roberto Carlos, e foi vice-campeão mundial.

vitoriaEm 1999,  ano do centenário do Vitória, o Campeonato Baiano teve dois campeões. Apesar de ter o direito de escolher em que estádio iria disputar a final contra o Bahia, o Vitória acabou derrotado em uma ação judicial, que fez com que o Bahia jogar as duas partidas finais no estádio da Fonte Nova. O rubro-negro, entretanto, não se deu por vencido, e esperou o adversário no Barradão. Enquanto isso, o Bahia estava de uniforme e tudo no Fonte Nova. Dois WOs, dois campeões. Pelo menos foi o que a Federação Baiana decidiu  em 2005. Mas o Vitória não demorou para dar o troco no Bahia: na final da Copa do Nordeste daquele ano, sagrou-se campeão em cima do maior rival. No Campeonato Brasileiro, o rubro-negro baiano fez boa campanha e terminou na terceira colocação, tendo sido eliminado na semifinal pelo Atlético Mineiro.

fluminenseEm 2002, Romário foi o grande presente do centenário do Fluminense. No Rio de Janeiro, o atacante já havia defendido o Flamengo e o Vasco.  O Toluca, do México, foi convidado para um amistoso comemorativo, que aconteceu no Maracanã no dia 24 de julho. No primeiro tempo, o Fluminense usou uma camisa branca e cinza, reedição da primeira do time. No segundo, o time entrou em campo com a camisa laranja, sucesso entre os torcedores, que faz alusão ao bairro carioca das Laranjeiras, onde fica o clube. A equipe brasileira venceu por 3 X 1, gols de Roni e Magno Alves (2). Com duas vitórias em cima do Americano, o Fluminense também foi campeão carioca no ano do centenário. No Campeonato Brasileiro, o time fez boa campanha e chegou às semifinais, mas foi eliminado pelo Corinthians.

gremioO centenário gremista, em 2003, começou com a esperança de mais um título da Libertadores. Mas o sonho do Grêmio não demorou muito para virar pesadelo: o Tricolor foi eliminado, nas quartas-de-finais, pelo Independiente Medellín, da Colômbia, e o técnico Tite foi demitido. Até o final do ano, o Grêmio brigou para não cair. Terminou o Brasileirão na 20ª colocação, entre 24 times — a um ponto da zona de rebaixamento. Para piorar, o goleiro e ídolo Danrlei deixou o Olímpico.

botafogoAo contrário do Flamengo, o Botafogo só comemorou o centenário quando o departamento de futebol completou 100 anos — em 2004. De volta à Série A do Campeonato Brasileiro, o Alvinegro fez uma campanha irregular e só fugiu do rebaixamento na última rodada, depois de empatar com o Atlético Paranaense em 1 X 1 — de quebra, o resultado garantiu o título ao Santos. No dia 4 de setembro, Botafogo e Grêmio se enfrentaram num amistoso em comemoração aos respectivos centenários. O time gaúcho, então com 101 anos, perdeu por 4 X 1. As equipes utilizaram uniformes retrô. A camisa botafoguense foi inspirada no título de 1907, o primeiro do time.

atleticoEm 2008, o Atlético Mineiro virou motivo de chacota por contratar Petkovic, Souza e Marques — três jogadores que, somadas as idades, ultrapassavam os  100 anos. Ainda no primeiro semestre, o Galo perdeu o jogo de ida da final do Campeonato Mineiro por 5 X 0 para o Cruzeiro, que acabou campeão. O Botafogo foi outro algoz atleticano no ano do centenário: eliminou a equipe mineira em duas competições, a Copa do Brasil e  a Copa Sul-americana. No Brasileirão, o Atlético Mineiro terminou em 12º, a quatro pontos da zona de rebaixamento.

internacionalO Internacional tinha duas comemorações em 2009: seu próprio centenário, e o centenário do clássico Gre-Nal. O primeiro clássico gaúcho aconteceu em 18 de julho de 1909. Em 19 de julho de 2009, 100 anos e um dia após a primeira disputa, Grêmio e Internacional se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro. Para azar do time Colorado, o Grêmio venceu de virada, 2 X 1.

No Campeonato Gaúcho, durante o primeiro semestre do ano, não deu pra ninguém: o Inter foi campeão de forma invicta. Parecia ser o início de um centenário vitorioso. O Internacional chegou à final da Copa do Brasil, depois de eliminar o Flamengo nas quartas e o Coritiba na semi. Na final, dia 1º de julho, caiu diante do Corinthians de Ronaldo. Oito dias depois, o Colorado disputou a Recopa Sul-Americana contra a LDU, do Equador. Foi derrotado nos dois jogos, 1 X 0 e 3 X 0, e ficou com o vice-campeonato. A redenção poderia vir no Campeonato Brasileiro, uma vez que o Inter estava bem classificado. No dia 6 de dezembro, os torcedores colorados foram obrigados a torcer  para o Grêmio — adversário do Flamengo, que precisava perder para que o Inter ficasse com o título. Só que o Flamengo venceu  e o Inter teve que se contentar  com o terceiro vice-campeonato da temporada.

coritibanOutro clube que comemorou seu centenário em 2009 foi o Coritiba. Terceiro colocado no Campeonato Paranaense, o Coxa chegou às semifinais da Copa do Brasil quase como um azarão. Acabou derrotado pelo Internacional. No Campeonato Brasileiro, a equipe liderada por Marcelinho Paraíba ficou brigando para não ser rebaixada. Não adiantou: em 6 de dezembro, diante do Fluminense, outro time que lutava para não cair, o Coritiba não conseguiu vencer (empate de 1 x 1) e confirmou a queda à Série B. Alguns vândalos, disfarçados de torcedores, invadiram o campo e protagonizaram uma das mais lamentáveis cenas de 2009. O quebra-quebra no estádio Couto Pereira rendeu ao Coxa a perda de 30 mandos de campo em 2010.

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09/01/2010 - 21:21

Américas, Atléticos e outros homônimos

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Com a temporada 2010 do futebol batendo à porta, vale a pena dar uma olhada nos times que vão disputar os 27 campeonatos estaduais — levando em conta o Distrito Federal.

Além do tradicional America carioca — o único sem acento! —, outros cinco Américas vão jogar as primeiras divisões dos estaduais. Em Minas Gerais, são dois: o América Mineiro e o América de Teófilo Otoni. Fora esses, ainda contam com Américas os estaduais de Sergipe, Rio Grande do Norte e Amazonas.

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A lista de Atléticos é ainda mais extensa. Três deles estão na Série A do Campeonato Brasileiro: o mineiro, o paranaense e o goianiense. Nos Estados, os torcedores ainda encontrarão Atlético de Ibirama (SC), Atlético de Alagoinhas (BA), Atlético Roraima, Atlético Acreano, Atlético Cajazeirense (PB) e o Atlético Ceilandense (DF) — ex-Sociedade Esportiva Ceilandense, que mudou de nome recentemente. Se você perdeu a conta, são nove Atléticos. Tem ainda o Atlético Monte Azul, daqui de São Paulo, que é mais conhecido apenas por Monte Azul. Dá pra organizar um campeonato só com times homônimos!

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Outros times que devem ser acompanhados de perto são os quatro Corinthians (SP, RN, PR e AL), quatro Botafogos (RJ, PB, SP e DF), dois Cruzeiros (MG e RO), dois Flamengos (RJ e PI), dois Vascos (RJ e AC) e dois Palmeiras (SP e MT).  Fique de olho também no clássico amapaense entre Santos e São Paulo.

Quer ver mais escudos de times? Confira o livro “Escudos dos Times do Mundo Inteiro”.

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04/12/2009 - 12:21

Futebol sem fronteiras

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Se alguém ainda duvida que o mundo é uma bola, aqui está a prova definitiva. Durante 5 anos,  o fótografo Caio Vilela viajou pelos cinco continentes, registrando imagens de partidasde futebol na rua e nos mais lindos cartões-postais do planeta, como as Pirâmides do Egito e a Muralha da China.

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O resultado é o livro “Futebol sem fronteiras  – Retratos da bola ao redor do mundo”.

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O lançamento do livro acontece amanhã,  sábado (05/12), no auditório do Museu do Futebol, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo.  Caio Vilela fará uma palestra sobre a popularidade do esporte no mundo e contará histórias dos bastidores de suas viagens.  A entrada para a palestra é gratuita. O lançamento de “Futebol sem Fronteiras” marca também a estreia da mais nova exposição do Museu do Futebol.  “Ora, Bolas!” apresenta 37 fotos de Caio Vilela e mais 14 de fotógrafos estrangeiros.  Há também uma vitrine com todas as bolas oficiais de Copas do Mundo de 1970 até 2010.

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Quem comprar o livro no lançamento ganha um ingresso para visitar o Museu.  A exposição ficará em cartaz até  14 de março de 2010. O Museu do Futebol funciona de terça a domingo, das 10h e 18h.

O Museu do Futebol fica na Praça Charles Miller. No dia 05/12, o bate-papo com Caio Vilela  será apresentado por mim, das 15h às 16h.

Autor: - Categoria(s): Esporte, livros Tags: , , , , ,
13/10/2009 - 10:32

Hoje é o dia do corintiano!

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  Hoje é comemorado o Dia do Corintiano! Eu sou corintiano e até já escrevi um livro sobre isso.

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A data foi escolhida por marcar o dia que todo corintiano que se preze conhece bem: 13 de outubro de 1977 . Aquele foi o dia em que time quebrou um jejum de 22 anos e se consagrou novamente campeão paulista. No livro “Fiel 100 anos”, que acaba de ser lançado, muitos torcedores deram suas versões para o “corintianismo”. Eu fui um deles, convidado pelo autor, o escritor Lázaro Simões Neto (Lalau).

O time nasceu no bairro paulistano do Bom Retiro, em 1910. Cinco funcionários da estrada de ferro São Paulo Railway ficaram impressionados com o clube inglês Corinthian Team  (que naquele ano excursionava pelo Brasil) e resolveram criar também um time de futebol. O termo “Corinthian” era utilizado na Inglaterra no início do século XIX. Ele era aplicado aos cavalheiros e nobres que praticavam ou patrocinavam esportes. Quem sugeriu esse nome para o novo clube foi Joaquim Ambrósio, um dos fundadores. No entanto, nomes como “Santos Dumont Futebol Clube” e “Carlos Gomes” também foram considerados.

Você encontra dezenas de curiosidades sobre o Timão aqui.

Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , , , ,
11/10/2009 - 05:48

Só vi 25 minutos de Cristiano Ronaldo

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Estou em Lisboa! Quando entrei no avião a caminho daqui, recebi um exemplar de um jornal portugês. Na página de esportes, uma nota dava conta que apenas 10 mil dos 53 mil ingressos para o jogo Portugal x Hungria, no Estádio da Luz, haviam sido vendidos. Era um jogo chave para as pretensões de Portugal disputar a Copa de 2010. Ao desembarcar em Lisboa, larguei as malas no hotel e fui para as bilheterias. Consegui ingressos apenas para o anel superior. Paguei 15 euros pelo lugar na parte central (atrás dos gols, os ingressos mais baratos custam 10 euros). Era a chance de ver Cristiano Ronaldo em ação.

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A estação de metrô mais próxima fica a 500 metros da entrada. Como os ingressos são numerados (que maravilha!), todos deixam para chegar em cima da hora. foi meio tumultuada. Mas cheguei a tempo de ver a entrada dos times, as vaias para o técnico Carlos Queiroz e a execução dos hinos. Cristiano Ronaldo ficou em campo apenas 25 minutos porque sentiu uma contusão. Mas foram deles os melhores momentos de Portugal. Quando o camisa 7 saiu, os portugueses caíram de produção. No final do primeiro tempo, quase a retranqueira Hungria empatou.

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Durante o jogo, não há sorveteiros ou pipoqueiros passando na sua frente. No intervalo, o público sai para comprar cachorro-quente, cerveja sem álcoool, refrigerante, pipoca, sorvete. Eu experimentei as queijadinhas típicas de Sintra -cidade turística próxima a Lisboa. Uma delícia! Começa o segundo tempo. A torcida grita o tempo todo: “Pur-tu-gal! Pur-tu-gal!” ou “Só mais um!” Portugal obedeceu: ganhou por 3 x 0 – dois de Simão Sabrosa e um do brasileiro Liédson e eu, feliz, comprei o cachecol comemorativo do jogo por 5 euros na saída.

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Autor: - Categoria(s): Esporte Tags: , , , ,
09/10/2009 - 10:27

Um olho na bola e o outro na gata

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A primeira Copa Libertadores de Futebol Feminino está sendo disputada  nas cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. O Santos é o representante brasileiro e trouxe Marta, a melhor do mundo, para reforçar a equipe. Deve conquistar o título sem maiores problemas.  São eventos assim que atraem cada vez mais a atenção do público.

O público também passou a se interessar mais pelo esporte por causa de suas musas. Em março de 2008, por exemplo, a atacante do Internacional Laisa Andrioli agraciou os leitores da “Sexy” com um ensaio de capa (foto à direita).  A edição deste mês da edição brasileira da revista esportiva “FourFourTwo” traz uma boa entrevista com Laisa (foto à esquerda).

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Para não dizer que são só os torcedores brasileiros que, às vezes, se esquecem do futebol das meninas, vale lembrar o caso da alemã Eva Roob. Eva não foi uma jogadora brilhante  atuando pelo Nuremberg F.C. no Campeonato Alemão. Talvez por isso tenha pendurado as chuteiras para assumir a personalidade de Samira Summer. Ela decidiu se tornar atriz pornô. Sua estreia aconteceu no filme “Sweet Cheeks 10”.

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O primeiro exemplo de jogadora a usar os dotes físicos para além do futebol é Isabel Cristina Nunes, a Bel. Ela posou na capa da “Playboy” em julho de 1995. Alguns meses antes, em janeiro, Bel havia sido campeã sul-americana pelo Brasil. Na foto ao lado, ela aparece com a camisa 21, ao lado da zagueira Cenira.

A gaúcha começou a carreira em 1983, no Pepsi Bola — time patrocinado pela marca de refrigerantes. Um ano depois, apareceu pela primeira vez na “Playboy”, de roupa, mas em poses sensuais. Como jogadora, passou ainda pelo Internacional e pelo Torino, da Itália.

cleoJá a loira Cléo Brandão é mais conhecida pela passagem que teve como apresentadora na Rede Bandirantes. Ela esteve à frente de programas esportivos como “Band Esporte” e “Esporte Total”. Antes disso, em 1997, ela jogou no time feminino do São Paulo.

Assim como Bel, Cléo posou nua para a “Playboy”. A edição foi lançada em maio de 1999, quando ela não entrava mais em campo. Confira abaixo as capas de Bel e de Cléo Brandão.

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E, já que estamos no meio futebolístico, não podemos  esquecer da “Playboy” mais polêmica relacionada ao tema. A bandeirinha Ana Paula Oliveira saiu nua na edição de julho de 2007 e deu muito o que falar.

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05/10/2009 - 21:45

Quando os atletas abrem o jogo e falam de sexo

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Na semana passada, a tenista italiana Flavia Pennetta declarou que não está nem aí para abstinência sexual antes e durante as competições. Sexo em vestiários e banheiros de avião eram comuns durante seu namoro com o tenista espanhol Carlos Moyá (abaixo). Flavia também contou que, apesar de várias jogadoras serem homossexuais, nunca foi assediada durante as competições.

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É estranho que tenha gente que ainda fique chocada com esse tipo de declaração. Atletas estão cada vez mais falando sobre sexo. Já na década de 1920, o circuito de tênis era esquentado pela presença da francesa Suzanne Lenglen. Ela era conhecida na imprensa francesa como “A Divina”. Avessa ao comportamento considerado “adequado” para as mulheres de seu tempo, Suzanne bebia, colecionava amantes e – reza a lenda – não usava nada por baixo da saia comprida do uniforme.

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Uma das maiores tenistas da década de 80, Martina Navratilova abriu o jogo em sua autobiografia “Being Myself”. Nascida na República Tcheca em 1956, Martina (abaixo, no centro) declarou que sempre se sentiu atraída por pessoas do mesmo sexo. Teve um relacionamento com a escritora Rita Mae Brown e, atualmente, pode ser vista desfilando com a ex-rainha da beleza Julia Lemigov.

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Em entrevista à revista Veja, em 2004, o jogador Romário confessou que , “se pudesse, sairia da cama direto para o campo”. Ele também declarou que fidelidade nunca foi o seu forte, mas que “estava melhorando”. Também numa entrevista, o agora técnico Renato Gaúcho disse que, quando fazia festinhas em casa, “até o Cristo Redentor fechava os olhos”.

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Nas Olimpíadas, o clima não é muito diferente.  Na véspera da prova de salto em distância nas Olimpíadas de 1968 no México, o norte-americano Bob Beamon fez sexo na Vila Olímpica.  A escapada pesou na consciência do atleta, que acreditava que o exercício sexual poderia prejudicar seu desempenho na prova. Felizmente, Bob preocupou-se à toa. Naquela competição, ele quebrou o então recorde histórico com um salto de 8,9 metros. A marca só foi superada 23 anos depois, pelo também americano Mike Powell.

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Nos Jogos de Los Angeles, em 1984, Robson Caetano, hoje comentarista da Rede Globo, integrava a forte equipe brasileira de revezamento 4 x 100 metros, que tinha chance de ganhar uma medalha. Na véspera da prova, porém, cedeu ao convite de uma assessora contratada pela delegação do Brasil (uma bela loira americana de 24 anos) para jantar fora da concentração. Jantar… entendeu? Robson reapareceu apenas no dia seguinte, pouco antes da prova, e acabou desligado da equipe no próprio estádio.

Quer saber mais curiosidades sobre o mundo dos esportes? É só clicar aqui.

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22/09/2009 - 07:07

Que falta faz um Belfort Duarte!

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No último sábado, o árbitro Charles Hebert Cavalcante Ferreira validou um gol totalmente irregular na partida entre Paraná e Ceará, pela série B do Campeonato Brasileiro. Ao receber um cruzamento, o atacante Wellington Silva, do Paraná,  esticou a mão e colocou a  bola dentro do gol, garantindo a vitória do Paraná sobre o Ceará por 1 x 0. A atitude do juiz provocou a fúria dos jogadores e houve até briga no final do primeiro tempo. O árbitro e a auxiliar que não viram o lance foram suspensos pela CBF.  Mas… e o Wellington Silva? Fico imaginando se, ao chegar em casa depois do jogo, ele recebeu os cumprimentos dos pais. “Mamãe está orgulhosa do gol  que você fez com a mão, filhinho. O importante é mesmo levar vantagem em tudo”.  Quando encerrar sua carreira, daqui a muitos anos, o jovem Wellington ainda será lembrado por esse gol.  Será que ele terá orgulho de contar essa história para seus filhos?

Desde o célebre  gol com “La Mano de Díos”, que o argentino Maradona “inventou” na Copa de 1986, parece que ganhar roubado virou uma coisa  exemplar. Não falo de lances polêmicos, de erros de interpretação de arbitragem.  Não. No lance de sábado, Wellington Silva deveria ter parado o lance e ter pedido desculpas.  Não dá para dizer que o Wellington enfiou a mão na bola sem querer, né?

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Tal situação provocaria arrepios em um jogador conhecido pelo seu cavalheirismo. Nascido no dia 27 de novembro de 1883, o maranhense João Evangelista Belfort Duarte era um verdadeiro “gentleman” dentro e fora dos campos. Além de ter sido responsável pela tradução das regras do futebol do inglês para o português, Belfort Duarte acumulou as funções de capitão, técnico e dirigente do América Futebol Clube (RJ).

Apesar de toda a tranquilidade nos gramados, por ironia do destino, Belfort Duarte morreu de forma violenta, assassinado no seu aniversário de 35 anos, em 1918.

Em 1946, o Conselho Nacional de Desportos criou  o Prêmio Belfort Duarte. Naquela época, o prêmio era concedido aos atletas que ficassem 10 anos sem receber punições e tivessem um “atestado de bons antecedentes”. O prêmio concedia uma medalha de ouro para os atletas amadores, medalha de prata para os profissionais e credenciais de livre acesso a todos os estádios brasileiros para os jogadores agraciados com o títulos. Foi extinto em 1981.

O primeiro jogador profissional a receber a medalha foi o jogador do Coritiba, Antonio Mota Espezim, em junho de 1948. Jogadores como Jayme de Almeida, do Flamengo, e Telê Santana, do Fluminense, também foram premiados pelo comportamento exemplar em campo.

Jogadores bem-comportados voltaram a ser homenageados em 2008, quando o prêmio foi recriado e teve suas regras reformuladas. Agora, o prêmio é dado para o jogador do Campeonato Brasileiro que cometer menos infrações ao longo da competição.

O primeiro vencedor da nova edição do prêmio foi o meio-campista do Vitória  Ricardinho, que fez apenas 7 faltas em 25 partidas e não recebeu nenhum cartão ao longo do Campeonato Brasileiro.

Ricardinho ou Wellington Silva: qual deles terá mais orgulho de sua biografia no futebol?

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