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06/11/2009 - 22:40

O dia em que o MASP parou a Paulista

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O MASP (Museu de Artes de São Paulo Assis Chateuabriand) mudou-se para o número 1.578 da Av. Paulista no dia 7 de novembro de 1968. Antes, o museu – idealizado pelo empresário Assis Chateaubriand e o crítico de arte  Pietro Maria Bardi – ficava no centro da cidade.

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Entre os convidados de honra para a inauguração do novo prédio estava a Rainha da Inglaterra, Elizabeth II. Aliás, os inúmeros reunidos para ver a rainha pararam a avenida Paulista, o que atrasou o início do evento.

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Ao idealizar a nova sede, a arquiteta modernista italiana Lina Bo Bardi preocupou-se em não estragar a vista para o centro da cidade. Por isso, o MASP foi projetado com o famoso “vão livre” e, para a personagem do livro “Meu Museu”, ficou parecendo mais um prédio suspenso e “deitado” na horizontal.

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Escrito por Maísa Zakzuk, o livro “Meu Museu” narra de maneira bem divertida a primeira visita de uma garotinha ao MASP. Levada pelos pais, ela fica intrigada: “Museu não é aquele lugar que só tem coisas velhas?”. Ao longo do passeio, ela acaba descobrindo que a resposta é sim…e não!

Ficou com vontade de visitar o MASP? O museu fica aberto de terça à domingo das 11h às 18h. Quinta-feira ele abre às 11h e fica aberto até às 20h. Os ingressos custam 15 reais (7 reais para estudantes).  Ah, fique atento: a bilheteria fecha com uma hora de antecedência. A entrada é gratuita às terças e diariamente para crianças menores de 10 anos e maiores de 60 anos.

Autor: - Categoria(s): São Paulo Tags: , , , ,

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1 comentário para “O dia em que o MASP parou a Paulista”

  1. kazan disse:

    O Museu de Arte de São Paulo, projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, se destaca na paisagem da avenida paulista pela monumentalidade e ousadia.
    Em frente ao parque Trianon, surge o gigante de concreto e vidro, a grande caixa flutua sobre vigas que se apóiam em 2 pares de pilares de concreto, o vão de 70m foi possível graças ao avanço tecnológico com a utilização do concreto protendido.
    Sob a grande laje, de um lado o olhar se volta para o belvedere preservado, de outro a massa de vegetação do parque. A poética do lugar é representada pelo vazio a ser preenchido, onde varias manifestações podem acontecer, desde protestos políticos a eventos culturais e artísticas.
    Em seu interior, o acervo de pinturas permanentes parece flutuar, o efeito é possível graças ao design dos cavaletes criados pela arquiteta, compostos por painéis de vidro apoiados em blocos de concreto, os quais representam os suportes ideais a exposição dos mesmos. A utilização desses cavaletes permite uma visão interna mais ampla e sem barreiras, permitindo explorar o espaço em toda sua totalidade.
    No local utilizado para exposições temporárias, duas grandes rampas, pintadas de vermelho se cruzam, ligando os mezaninos ao átrio. Mais uma vez a leveza do concreto se faz presente, essas rampas desafiam a gravidade não tocando as lajes, graças a um engenhoso sistema de pêndulos .
    Lina Bo Bardi, consegue com o projeto do Masp, que a monumentalidade e simplicidade da forma sejam facilmente identificados e reconhecidos na malha urbana.

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