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11/04/2009 - 18:09

Não dê esmola. Dê leitura!

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O jornalista Rodrigo Ratier teve uma daquelas ideias geniais que você fica até com raiva de não ter sido sua. Ele encheu uma caixa com 45 livros e colocou no banco do carona de seu Palio preto. Ficou rodando diferentes bairros de São Paulo. A cada parada no semáforo, sempre que um pedinte ou um garoto-malabarista se aproximava, ele repetia:

– Dinheiro, eu não tenho, mas eu estou aqui com uma caixa cheia de livros. Quer um? 

As reações foram as mais diversas. Algumas bem emocionantes (leia a reportagem completa no site da revista Nova Escola).

Vou aproveitar a manhã do domingo de Páscoa para limpar as prateleiras de meus filhos. Vou tirar alguns livros para fazer o mesmo que o Rodrigo. Tão simples! Daqui para a frente, vou  andar sempre com livros e gibis para doação. Um pequeno gesto que pode ajudar muita gente! A ideia do Rodrigo me faz lembrar de uma das minhas frases preferidas do poeta Mário Quintana: “Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”.

Autor: - Categoria(s): livros, São Paulo Tags: , ,

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13 comentários para “Não dê esmola. Dê leitura!”

  1. roseli disse:

    fantastica a sua ideia

  2. roseli disse:

    ideia fantastica

  3. João disse:

    Muito bonito, mas se vê que vocês intelectuais que têm essas idéias estão muito distantes da realidade das pessoas dos sinais.
    Essas idéias sempre muito bonitas são concebidas durante tardes de verão, assistindo o pôr do sol e fumando maconha, cujo dinheiro vai comprar a bala perdida que vai matar esse menino do sinal enquanto ele lê o livro que ganhou no sinal do intelectual “sangue-bom”.

  4. eleni gardini disse:

    lindo…gesto tão sim ples….

  5. eleni.gardini disse:

    gestão tão simples e tão lindo!!!! belissíma iniciativa.

  6. JJLABORET disse:

    Primeiro, quero oferecer-lhe uma sugestão: “em algum momento, verifique a possibilidade de dar credibilidade ao seu blog, tirando-o do anonimato”. As pessoas sérias gostam de opinar, participar, porém fogem de texto sob égide do anonimato, mesmo que esse texto contenha tópicos interessantes. Por favor, verifique essa “guinada” no seu blog, a não ser que tenha algo com que se envergonhar ou do que se esconder.

    Dito isso…
    Use um pouco da racionalidade e faça um exercício de pensamento: Se alguém é pedinte vários fatores o levam a isso. Ninguém pede por vício mas sim por necessidade.
    Normalmente, o pedinte é alguém que não tem oportunidade! Por que? Respondo: quase sempre se trata de pessoa analfabeta (ou semi-analfabeta), descartada do mercado de trabalho.(aqui não falo de crianças) e que portanto um livro dado lhe é inútil. Fosse uma pessoa estudada, certamente teria alguma oportunidade de trabalho ou aptidão para a informalidade, fugindo da mendicância.

    Sua proposta deveria ser: “Doe um livro junto com sua esmola”.

    A rainha de França mandou que desse ao povo faminto, “brioches”. Estava mais perto da realidade, pois que brioches matam a fome.
    Livros não! Livros não matam a fome imediata!
    O mendigo, o pedinte, se sentirá mesmo insultado na sua fome. Dê-lhe as costas e jogará o livro no lixo ou o venderá por cinquenta centavos.

  7. Joao Bosco dos Santos disse:

    Essa iniciativa e muito interessante, mais infelizmente nao tera sucesso na sua plenitude, enquanto nos tivermos um poder legislativo com esta qualidade, de politicospois estao la se escondendo a traz de uma democracia que e so favoravel aqueles vagabundos. E temos uma populaçao enorme estao com fome de alimentos e cultura.

  8. MÁRIO MENDES disse:

    Parabéns Rodrigo, você dando esmola está praticamente humilhando as pessoas.
    Nosso país é rico em tudo, não precisa de esmola, sim de cultura, educação e emprego.
    Meu pai abandonou minha mãe, com cinco filhos, de um a oito anos de idade, minha mãe trabalhou de doméstica, ganhando um salário miserável, nós estuvavamos em uma escola pública, chegava a a tarde os mais velhos cuidavam da casa dos irmãos menores, nunca pedimos uma esmola, comiamos arroz e feijão, quando ela recebia o salário comia uma coisa diferente ovo frito.
    Hoje nós cinco: Sou um representante Comercial bem sussedido, outro dois irmãos empresários e minhas irmãs prfessoras universitárias.
    Todos bem casados, todos fomos criados com muito luta, não precisamos, pedir esmolas, se dograrem e prostituir.
    Nós temos que lutar não estender as mão pra mendigar esmolas, sim pra agradecer a Deus.

    Mendes

    Representante Comercial em Pernambuco.

  9. jlrs disse:

    Companheiro a sua idéia é muito boa, mas se eles estivessem prescisando só de leitura talves nem na rua estavam, mas estão na rua porquê etão prescisando é de dinheiro para se alimentar, levar comida para os familiares e se estiverem com fome nem pro livro vão olhar ou vão tentar é vender.

  10. claudio disse:

    gostaria de parabênizar pelo seu talento emprimeiro lugar e, segundo lugar pela sua ideia genial que ao invez de algumas pratinhas doar livros vou fazre parte dessa ideia legal?

  11. Joelma Melo disse:

    Sou professora e estou fazendo uma pesquisa co m leitua.
    Amei a iniciativa.
    Parabéns!

  12. Cesar Augusto dos Santos disse:

    Espero que ninguém aqui precise de pedir esmolas um dia, imaginem o que isso significa na vida de quem precisa desse expediente para viver. Mas acho uma boa essa história do livro
    uma vez que mesmo quem frequenta escola tem que devolver o livro no final do ano por que senão não sobrara grana no governo para bancar a corrupção, voos de jatinho, jantares e festas com mulheres caríssimas. Ah, quem adotar esse lance do livro leve uma fruta também.

  13. Ivete Jose da Silva disse:

    Que emoção! E que idéia brilhantes de vcs. Trabalho em uma creche com crianças de 0 a 4 anos e estimulamos e incentivamos a leitura desde cedo, mas é preciso fazer mais, este projeto me deu muitas idéias de ampliar o projeto leitura para a comunidade.No meu bairro também quero fazer algo pelos adolescentes com leitura. Parabens! Estimulo de sobra para quem ama os livros como eu.
    Abraços
    Ivete

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